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domingo, 26 de dezembro de 2010

Meu presente *-*





"Meu amigo oculto eu não conheço, bem, na verdade eu andei lendo alguns textos dela (isso mesmo, meu amigo secreto é uma garota) depois que sai com ela, visitei o blog dela, e percebi que é uma pessoa muito legal e escreve muito bem, minha amiga oculta é a Jussielly. Eu não sabia muito bem o que fazer para ela, tentei fazer um texto, mais saiu um desatre, pensei em muitas coisas, mas no final optei pela unica coisa que acho que sei fazer "direito", fic. Espero que ela goste. 



Segunda Chance 
O céu estava tingido de um larajando fraco, enquanto ela dirigia com fúria e lágrimas nos olhos, ela o amava tanto, o deixara partir, deixara ele se casar com outra. Aquilo a consumia por dentro, como algo que corrói a alma e não deixa marcas. Flashes de dias felizes passavam pela sua cabeça, até chegar à lembraça do dia em que ele anunciou que iria se casar.
"Conheci outra pessoa, e nós iremos nos casar na próxima semana."
"Como assim? Você estava com outra esse tempo todo?" - Lágrimas escorriam por seus olhos.  "Apenas me diga a verdade"
"Quer a verdade?"
"Mas que tudo nessa vida"
"A verdade é que eu nunca te amei, todas aquelas palavras eram apenas mentiras"
"Você está mentindo" - Ele se virou e saiu andando, chegou no vão da porta e disse antes de sair: 
"Se eu estivesse mentindo não estaria me casando com outra" - ele sorriu maliciosamente e saiu batendo a porta. 
Idiota. 
Seu mundo desmoronou naquele momento. Três dias antes do tal casamento ela recebeu o convite. 'O que era aquilo?' 'O que ele queria provar?' Ela se lembrou das suas amigas lhe avisando antes de começar a sair com ele: 
 "Fique longe dele"
"O Bryan não é flor que se cheire"
"Mel, não destrua sua vida indo atrás dele."
Mas ela não escutou nenhum dos avisos, nunca ouvia ninguém, e esse foi seu maior erro, e agora estava pagando por ele, voltando de um casamento que a deixou frustrada. 'Por que não impedi que aquilo acontecesse?'  A voz do padre ainda rodava na sua cabeça: "Eu os declaro, marido e mulher". Ela tinha ido ao casamento com o intuito de provar que ela era forte, que aquilo não a tinha tido influência nenhuma sobre ela. Quis impedir o casamento, mas nao fez nada. 'Era isso que ele queria que eu fizesse papel de idiota na frente de todos', mas agora ela estava arrependida e não tinha como voltar atrás. 

Tinha dirigo a noite inteira e agora já estava amanhecendo, ela estava cansada, mas continuava sem rumo, sem saber para onde estava indo, dirigindo por lugares dos quais ela nao se lembrava de ter passado na ida, sua cabeça continuava um turbilhão de perguntas sem respostas. 'Onde ela tinha errado?''O que ela tinha feito para merecer aquilo?' Mas ela estava decidida, recomeçaria sua vida do zero. Era jovem, então não precisava se preocupara tanto. 'Mas seria verdade?'

Ela entrou nas ruas da cidade sem se dar conta disso. Quando caiu em si estava prestes a bater em outro carro que estava parado no sinal fechado. Ela tentou frear, mas já era tarde demais,'droga', pensou consigo mesma. Respirou três vezes antes de largar o volante e conseguir descer do carro 'Não deveria deixar o Bryan me abalar assim', falou consigo mesma.O rapaz que dirigia o carro era jovem, aparentava ter a mesma idade que ela, ele era alto, moreno, olhos castanhos (que tinha conseguido ver com muito esforço), ele era muito bonito. Antes que ele pudesse se pronunciar, ela disparou a falar:
- Eu estava distraída, o erro foi meu, pode deixar que irei arca com as despesas - ela gesticulava com as mão e isso o fez rir. 
- Tudo bem, não precisa. 
- Como assim? - perguntou um pouco surpresa com a atitude do rapaz. 
- Não precisa pagar nada, pode deixar, eu arco com as despesas. 
Ela ficou sem ter o que fazer, toda aquela gentileza a tinha pegado desprevenida. Eles se fitaram por alguns instantes enquanto uma multidão de curiosos se aproximavam. 
- Eu insisto - disse meio perdida - Eu pago.
- Já que insiste- ele pensou por um momento - Que tal me pagar um café?
Eles sorriram um para o outro. 
- Por mim tudo bem - ela respondeu meio pensativa, ele podia ser um completo estranho, mas o que ela poderia estar perdendo? Era apenas um café. 
- Ah, antes de mais nada, meu nome é Lucas - ele sorriu. 
- Mel - retribuiu o sorriso. 
- E então, vamos? 
- Agora? - ela se assustou
- Por que não?
- Hm, tudo bem então. 
Cada um se dirigiu para o seu carro que não tinha sofrido grandes danos e sem se importar com o incidente da batida. Ela seguiu o carro a sua frente, deixando a multidão de curiosos para trás. Pensava durante o caminho, 'Talvez' o destinho estivesse sorrindo para ela, depois de tudo que tinha acontecido nos ultimos dias. 'Talvez, quem sabe, essa fosse uma segunda chance. Segundas Chances talvez realmente existissem, e era hora de se agarrar a ela com todas as forças', isso a fez sorrir, 'Não dizem que o amor aparece quando menos esperamos?' e ela realmente não ficaria parada para descobrir se isso era verdade. Correria atrás, faria acontecer. Suas esperanças estavam renovadas, e graças a um completo estranho, Lucas. Ela sorriu enquanto estacionava o carro. É, segundas chances também aparecem quando menos se espera, e tudo que você tem a fazer é se agarrar a elas."

 Muito Obrigada Tay, eu amei o presentinho!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Amigo Oculto

Eu pensei em escrever-lhe um texto titulado de “Loira de Porto Alegre” mas encontrei uma foto tua perdida pela internet e estavas ruivas, pensei comigo, “Foi por água abaixo o pouco de criatividade que me havia surgido”... Vasculhei, vasculhei, vasculhei, tentei saber de você um pouco mais (benditas sejam as 89 perguntas que você respondeu no seu formspring) que bom que seu nome não é TÃO comum. Achei seu orkut, que não me ajudou em muita coisa, afinal estava tudo bloqueado por lá e acho que você está loira sim, enfim, mas ele me forneceu o teu twitter (ui dô pra detetive) e esse, ah esse deu-me tudo que era preciso, pra escrever algo pelo menos um poquinho bonito. E o melhor de tudo desse amigo oculto foi que conheci o que você escreve e amei. *-*
Minha amiga oculta é a Tassyane Américo do Blog Palavras de Fato.


'Palavreadora' de Porto Alegre

Uma cânceriana de Porto Alegre, de dezoito anos e uma aliança no dedo, de palavras singelas, palavras concretas, que traduzem sentimentos abstratos e nos fazem viajar por caminhos tão conhecidos e ao mesmo tempo tão complexos.
Ela descreve-se Lua e confesso, assim como a lua tens um brilho próprio, e que o transmite aos quatro cantos com as suas palavras, de fato encantadoras e adoráveis.
Se fosse presentear-lhe daria um par de sapatos não sei se saltos, sapatilha ou outro tipo, mas acho mesmo é que desejas um Estojo Egeo Dolce do Boticário e ai que tal? Mas como Palavreadora que é, presentear você com palavras pode ser também agradável.
A gente caminha pela vida, encontra pessoas, escreve pra alguém, conhecido ou desconhecido, escreve e descreve em palavras sentimentos alheios, ajuda, auxilia, conforta, ameniza. Até anteontem eu nem te conhecia, e até hoje você nem de mim sabia, e depois de palavras talvez desejemos ser amigas?
E mesmo que não acredite no pra sempre Querida Palavreadora, saiba que o que se joga na rede fica por aqui pra sempre, e nem que não saibas, porque o teu sempre acabará algum dia, você fará parte sempre da história de um blog com palavras de fato que transmitiram muito ou pouco para outro alguém, veja Caio Fernando de Abreu talvez seja pra sempre e faça parte do sempre do alguém (ou 'alguens') que simbolizará um momento marcante de sua vida, seu filhos podem muito bem ler sempre as tuas e as palavras dele. Mas deixo isso tudo pra tua perspectiva.
Querer sempre ser melhor, evoluir, aprender, discutir, expor e transmitir, não passar pela vida e sim caminhar de mãos dadas com ela, não permitir que o de fora estrague o que existe dentro, colocar pra fora o que há de bom não deixar guardado, 'egoisado' , ser mais pra fora, ser palavreadora, ser intensa , ser sentimento, cheia de orgulho e aperfeição , amar, amar e amar, e dizer por ai como é amar, como é sentir saudades, como é felicidade, nem tudo é tão bom, mas de tudo pode-se tirar o melhor.


E que em toda uma Mutação cheia de Lua e intensidade seja sempre Tassyane Américo, palavreadora cheia de risos bobos, fantasias soltas e brisa leve.